A história que começou lá em Belém, com o nascimento de um bebê, não parou naquela noite. Pelo contrário, ela continuou sendo contada, ganhando força e fazendo cada vez mais sentido com o passar do tempo. Aquele menino cresceu, começou a ser notado, fazia as pessoas pensarem e atraía a muitos — até que, na beira do rio Jordão, o mundo conheceu Jesus, o Cordeiro de Deus, a promessa que se tornava realidade, conforme descrito em João 1:29.
João Batista apresenta Jesus o Cordeiro de Deus
Foi ali que João Batista entrou em cena.
Quando viu Jesus chegando, João não teve dúvidas e disse:
“Olhem aí o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo.”
Para o povo daquela época, a imagem de um cordeiro trazia muita coisa à memória. Antes de tudo, lembrava liberdade, proteção e a ideia de dar a vida por alguém. Ao chamar Jesus de Cordeiro, João pegou tudo o que o povo já conhecia e mostrou, sem rodeios: “É Ele. É essa pessoa aqui, diante de nós.”

O Natal ganha um destino
Assim, aquele nascimento que a gente celebra em Belém passa a fazer parte de algo muito maior. O bebê acolhido no cocho agora é visto como o homem que vai entregar a própria vida.
Além disso, há um detalhe que faz todo o sentido: os primeiros a visitarem Jesus foram justamente os pastores. Eles entendiam bem o que era cuidar de quem é frágil e conheciam o valor da proteção. Mesmo sem imaginar onde tudo aquilo iria chegar, cuidaram do Cordeiro de Deus do jeito que sabiam cuidar.
Essa fala de João Batista não aconteceu em um ambiente religioso fechado ou sofisticado. Pelo contrário, foi ao ar livre, no meio de gente comum, no ritmo da vida real. O “Deus conosco” deixou de ser apenas promessa e se tornou presença de carne e osso.
Por fim, é aí que o Natal ganha um destino claro. O nascimento aponta para a entrega. A presença prepara o sacrifício. Aquela vida que começou sendo recebida com carinho agora é apresentada como a vida que se oferece por todos nós.
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